Programa Florestas Marinhas Será Defendido na COP30

Programa Florestas Marinhas Será Defendido na COP30

O Oceano é super complexo e responsável pela nossa sobrevivência no Planeta, muito antes de existir a espécie humana e a humanidade. Portanto, não só a  vida marinha, mas a nossa depende do Oceano. Após a Cúpula dos Líderes, e da abertura dos trabalhos da COP 30, com o discurso do presidente Lula, vemos que um dos principais focos da negociação estará na implementação do fundo mundial intitulado Florestas Tropicais Para Sempre, que já recebeu bilhões em promessas de investimento. Mas um parágrafo importante deve ser acrescentado nesse projeto, trata-se do oceano e das Florestas Marinhas.

Nesse sentido será apresentada em Belém esta semana a proposta do Programa Florestas Marinhas Para Sempre. Trata-se de um conjunto de ações para viabilizar o financiamento da gestão regenerativa do oceano, conservação, remediação e restauração de áreas degradadas. O programa será apresentado pelo professor pós-doutor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no Centro de Ciências Biológicas, e porta-voz da Proposta pelo Instituto Coral Vivo, Paulo Horta.

“Apesar de sua relevância, esse fundo (Florestas Tropicais Para Sempre) não contempla vastas e fundamentais formações de nosso planeta azul – as florestas marinhas. Elas estão presentes em todo litoral Brasileiro, a nossa Amazônia Azul. Essa região gigantesca no Atlântico e parte do território nacional, têm biodiversidade e importâncias enormes, assim como seus equivalentes terrestres nas regiões tropicais”, argumenta o professor. Esta discussão estará circulando na COP 30 na forma de um boletim, produzido por ele e pela Dra. Marina Sissini (do Instituto Coral Vivo),  para buscar parceiros e promover sua discussão.

Saiba mais:

Em resumo, o programa Florestas Marinhas Para Sempre visa desenvolver pesquisas e ações para combater a devastação das vegetações do oceano. Essas vegetações são responsáveis por grande parte da vida no Planeta, pois além de serem importantes para o controle do clima no planeta, são habitat e produtores de oxigênio para uma extraordinária biodiversidade. Além de absorverem carbono, ajudam na despoluição das águas pois filtram um grande número de poluentes e patógenos. Um financiamento de ações de cuidado com nossos litorais representa importante forma de cuidarmos da natureza, da nossa sociedade e das economias dos litorais, onde cerca de 18 milhões de brasileiros dependem diretamente desses ecossistemas saudáveis, lembra o professor.

Serviço:

Apresentação e discussões: Espaço Coral Vivo, Shopping Boulevard

Belém, PA – Dia 11 de novembro de 2025. Às 10:30

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