Mobilização Nacional de Especialistas Defende Permanência do Elefante Sandro no Zoológico de Sorocaba.
Biólogos, veterinários e especialistas renomados se uniram em defesa do bem-estar do elefante asiático Sandro, que vive há mais de 40 anos no zoológico. À frente da mobilização, o biólogo Henrique Abraão reforça: “Cada decisão sobre fauna ex situ deve respeitar a história individual do animal”. O movimento conta com o apoio do biólogo Caio Fernandes, do Programa Território Animal.
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Uma mobilização nacional envolvendo biólogos, veterinários e especialistas em manejo e comportamento animal está ganhando força contra a transferência do elefante asiático Sandro, atualmente sob os cuidados do Zoológico Municipal de Sorocaba (SP), para o Santuário de Elefantes Brasil, localizado no Mato Grosso.
A iniciativa é encabeçada pelo biólogo Henrique Abraão e conta com o apoio de profissionais renomados da área, incluindo o biólogo Caio Fernandes (@biologo_caio), especialista em gestão e educação ambiental e e idealizador do site Programa Território Animal. A mobilização vem destacando a importância de decisões técnicas baseadas em critérios científicos, e não meramente ideológicos, quando se trata do bem-estar animal.
À frente dessa articulação está o biólogo Henrique Abraão (@biologohenrique), referência nacional em bem-estar animal e manejo de fauna silvestre ex situ. Reconhecido por sua atuação em políticas públicas e por seu profundo conhecimento técnico sobre o comportamento de grandes mamíferos em cativeiro, Henrique foi o principal articulador do movimento #FicaSandro, reunindo profissionais de todo o Brasil para dialogar com o poder público e com a sociedade sobre os riscos da transferência.

Abraão destaca que o caso de Sandro exige atenção individualizada e científica. “Não se trata de um debate ideológico, mas de garantir que qualquer decisão seja baseada em critérios técnicos sólidos. Sandro está adaptado ao local onde vive há mais de duas décadas, apresenta estabilidade comportamental e mantém vínculo afetivo com seus cuidadores. Submetê-lo a uma mudança brusca em idade avançada pode representar um risco real ao seu bem-estar”, afirma o biólogo.
Sandro vive há mais de 40 anos no Zoológico de Sorocaba, que é reconhecido intencionalmente por sua estrutura, pesquisas científicas e cuidados dedicados à fauna exótica e silvestre. O grupo de especialistas questiona se a transferência para o santuário trará reais benefícios ao animal, especialmente considerando sua idade avançada, rotina já estabilizada e vínculo com os cuidadores.
“A decisão de transferir um animal como o Sandro precisa levar em conta seu histórico individual, sua adaptação ao ambiente atual e a real capacidade de outro local atender às suas necessidades específicas”, afirma o biólogo Caio Fernandes.
Fernandes também destaca o papel fundamental dos zoológicos modernos na conservação da biodiversidade. “Zoológicos hoje não são mais espaços de exibição passiva. São centros de conservação, educação e pesquisa. Diversos programas de reprodução em cativeiro têm salvado espécies da extinção, como o mico-leão-dourado, o condor-dos-andes e o próprio elefante asiático, classificado como espécie em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)”, enfatiza.
Segundo o grupo mobilizado, o Zoológico de Sorocaba apresenta condições adequadas de manejo, acompanhamento veterinário e estrutura física compatível com as necessidades do animal. Além disso, a permanência de Sandro no local tem papel educativo importante, promovendo a conscientização ambiental junto ao público visitante.
A mobilização continua ganhando adesão nas redes sociais sob a hashtag #FicaSandro, com apoio de entidades acadêmicas, profissionais da área ambiental e o público em geral. A expectativa é que o debate se amplie e que a decisão final sobre o destino do elefante seja tomada de forma transparente, com base técnica e priorizando sempre o bem-estar do animal.

