Estratégias de Desenvolvimento Imobiliário para um Futuro Sustentável

Estratégias de Desenvolvimento Imobiliário para um Futuro Sustentável

O mundo e as empresas trabalham para minimizar os efeitos de curto e longo prazo das mudanças climáticas, devido a sua importância e urgência. No setor imobiliário, a pressão para atuar e contribuir positivamente para o meio ambiente continua crescendo para os proprietários de edifícios, já que cada vez mais empresas se comprometem a reduzir os efeitos como parte de seus programas ambientais, sociais e de governo.

De acordo com o relatório “O Crescimento da importância da sustentabilidade em prédios”, 37% das emissões a nível mundial de CO2 relacionadas com a energia são produzidas pelos edifícios comerciais. Segundo o estudo, felizmente, 58,3% destes proprietários e administradores consideram extremamente importante alcançar a neutralidade de carbono, números encorajadores que indicam planos em andamento.

Com a tecnologia e a sustentabilidade em mente, a construção inteligente está gradualmente saindo da imagem futurista e se tornando uma realidade tangível. As estratégias aplicadas, que já podem ser desfrutadas nos espaços que habitamos, estão ganhando relevância e nos ajudando a caminhar em direção a edifícios modernos de maneira fluida.

“Nós, que desenvolvemos tecnologia e soluções para tornar os edifícios inteligentes, seguros, mais sustentáveis e produtivos, vemos esse sonho como uma fonte constante de inspiração e a convicção de que o futuro, mais do que imaginá-lo, precisa ser criado a partir do núcleo”, afirma Neove Pipper, gerente geral da Honeywell Building Technologies para a América Latina.

Abaixo, alguns exemplos práticos que podem ajudar o setor imobiliário a alcançar as suas metas de sustentabilidade.

Construção inteligente e tecnologia sustentável: As construções modulares além de permitir um fluxo mais rápido na obra, com a possibilidade de realocação e transporte das placas, elimina a necessidade de demolição da construção tradicional, o que diminui o impacto ambiental causado. Enquanto isso, empresas como a Honeywell estão desenvolvendo soluções tecnológicas para tornar os edifícios mais inteligentes, seguros, sustentáveis e produtivos. Por exemplo, o Honeywell Buildings Sustainability Manager, com a tecnologia Honeywell Forge, que otimiza a qualidade do ar interior (IAQ) e reduz o impacto ambiental dos edifícios.

Distribuição de custos ao longo do tempo: Estratégias financeiras estão sendo adotadas para ajudar os proprietários a gerenciarem os custos relacionados à sustentabilidade. Em vez de um investimento inicial significativo, os custos das soluções de redução de emissões de carbono podem ser distribuídos ao longo de vários anos como despesas operacionais. Isso permite educar os responsáveis sobre estratégias que cuidem do dinheiro, tornando mais acessíveis as iniciativas sustentáveis.

Compartilhamento de custos entre proprietários e inquilinos: Introduzir cláusulas em contratos de locação para compartilhar os custos de redução de carbono e energia entre proprietários e inquilinos, promove a colaboração em práticas de eficiência e sustentabilidade. Isso cria incentivos compartilhados e pode levar a espaços mais eficientes operacionalmente.

“Os proprietários de edifícios podem esperar ver um retorno do investimento ao criar espaços mais eficientes operacionalmente, já que quem aluga pode estar mais disposto a pagar um prêmio mais alto por espaços mais ambientalmente amigáveis”, acrescenta Neove.

Ênfase na eficiência energética: A ênfase na eficiência energética não apenas reduz as emissões de carbono, mas também pode levar a economias financeiras. Estratégias como a eletrificação de sistemas e a implementação de novas tecnologias, como programas avançados de controle de edifícios, trazem grandes avanços.

Entre alguns exemplos estão: aprimorar processos no isolamento térmico para minimizar as perdas de temperatura e, assim, diminuir o consumo de energia; substituir lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED; utilizar sensores inteligentes e tecnologias que ajudam a reduzir custos orçamentários.

Incentivos financeiros e fiscais: Em alguns países, como os que fazem parte da União Europeia, já estão fazendo testes para implantar a cobrança de impostos sobre o carbono para incentivar a redução de emissões de gases de efeito estufa. Isso pode incentivar a implementação de mudanças nas infraestruturas para reduzir as emissões e evitar impactos fiscais.

O Governo brasileiro também tem investido, em 2023 o país bateu recorde de expansão da energia solar. Com novas usinas fotovoltaicas e eólicas, a matriz elétrica brasileira chegou a 83,79% de fontes renováveis, segundo o Ministério de Minas e Energia. A demanda por caminhos mais sustentáveis já está comprovada e a implementação da expansão de políticas de incentivo devem ser motor para acelerar essa transformação sustentável em mais setores.

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