Dia Mundial do Meio Ambiente: ONU Lança Campanha Para Restaurar Terras Degradadas.

Dia Mundial do Meio Ambiente: ONU Lança Campanha Para Restaurar Terras Degradadas.

Em 13 de maio de 2024, as Nações Unidas divulgaram novidades sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente. Este ano, o evento será sediado pelo Reino da Arábia Saudita, que, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), está lançando uma campanha muito importante. A meta é combater a desertificação, restaurar terras degradadas e aumentar a resiliência à seca.

Esta iniciativa faz parte da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), um esforço global no qual os países se comprometeram a recuperar um bilhão de hectares de áreas degradadas. Além disso, há o compromisso de proteger 30% da terra e dos mares para a natureza e restaurar 30% dos ecossistemas degradados do planeta.

Lançando a campanha global em um evento da Semana Ambiental da Arábia Saudita (Saudi Environment Week) em Riad, Elizabeth Mrema, diretora-executiva adjunta do PNUMA, destacou a urgência da ação: “Somos a primeira geração a compreender plenamente as imensas ameaças à terra e podemos ser a última a ter a chance de reverter o curso da destruição. Nossa prioridade agora deve ser a restauração dos ecossistemas – o replantio de nossas florestas, a revitalização de nossos pântanos e de nossos solos.”

As comemorações em Riad simbolizam um passo significativo na jornada para um planeta mais sustentável. A restauração de terras degradadas e a luta contra a desertificação são essenciais não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para garantir a sobrevivência e o bem-estar das futuras gerações.

Instituto Internacional para Sustentabilidade – No caminho da restauração.

O Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) é uma organização privada sem fins lucrativos que se dedica a promover um mundo mais sustentável. Um dos projetos do IIS é o “No Caminho da Restauração”, que integra restauração florestal e turismo para promover a conservação e o uso sustentável na Mata Atlântica.

A iniciativa “No Caminho da Restauração” reúne proprietários rurais, produtores de mudas, caminhantes, pesquisadores e a população local para plantar espécies nativas ameaçadas de extinção, monitorar a fauna e incentivar o turismo sustentável no estado do Rio de Janeiro. Visando promover a recuperação da vegetação nativa e fortalecer a cadeia produtiva florestal, o IIS se uniu ao Caminho da Mata Atlântica (CMA) para implementar o projeto “No Caminho da Mata Atlântica: restaurando paisagens e fortalecendo cadeias produtivas locais no Mosaico Central Fluminense” (Projeto CMA-MCF).

Iniciado em janeiro de 2022, o Projeto CMA-MCF está restaurando 250 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica em 12 propriedades privadas, muitas delas em áreas de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). No total, estão sendo plantadas 224 espécies nativas, priorizando aquelas com dispersão zoocórica, ou seja, que se espalham por meio da movimentação de animais, além de espécies consideradas ameaçadas de extinção. No primeiro ano, foram adquiridas mais de 63 mil mudas de sete viveiros da região, fortalecendo a cadeia produtiva da restauração e preservando a diversidade genética local.

A fauna desempenha um papel crucial no funcionamento das florestas, especialmente na dispersão de sementes e fertilização do solo. Por isso, além do plantio de espécies que fornecem alimento para os animais nativos, o projeto está monitorando a fauna nas áreas em restauração para entender melhor quais espécies estão presentes. Em apenas quatro meses, foram observadas 17 espécies de mamíferos nativos, incluindo uma família de antas (Tapirus terrestris). Em 2023, iniciou-se o monitoramento da fauna com a instalação de 53 armadilhas fotográficas. Os registros demonstram a importância desse monitoramento para avaliar a efetividade da restauração e a conectividade funcional dos fragmentos florestais.

O projeto “No Caminho da Restauração” é um exemplo de como a restauração de terras degradadas e a luta contra a desertificação são essenciais para a preservação do meio ambiente. Recuperar esses ecossistemas é fundamental para a segurança alimentar, a biodiversidade e a mitigação das mudanças climáticas. 

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